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terça-feira, 12 de julho de 2011

DELFINS E SEREIAS


DELFINS E SEREIAS

Sou do mundo das águas.
Em Carolina,
Do útero ao túmulo elas
Transportam os homens.
E os transmutam ao contato
Mágico do Tocantins
Em seres que nascem humanos
E se tornam iguais a mim.
E que só se afogam
No leito nupcial das sereias,
Porque ao seu canto
Rendemo-nos todos,
Tão propriamente chamados delfins.


jjLeandro

Foto: Rio Tocantins - jjLeandro (2008)

sábado, 9 de abril de 2011

ORQUÍDEAS








Fotos: jjLeandro
Estive hoje com um amigo, Murilo Brandão Vilela, alagoano de boa cepa, em Tocantinópolis. Além da boa prosa do médico e escritor, há que se destacar a recepção sempre gentil dele e da esposa Conceição. Maravilharam-me ainda as orquídeas do casal. Natureza integrada à vida, o aspecto da sua residência é o de uma chácara, tal a quantidade circundante de flora e fauna.


Plantas por toda parte, e árvores frutíferas e umbrosas. Os pássaros são livres, diga-se, atraídos pela acolhedora sombra e farto alimento das frutíferas. Um paraíso. Ouvir o som canoro dos pássaros é mais aprazível que os muitos decibéis do barulho de motores de veículos. Alguém discorda?


jjLeandro

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A MORTE DA REVOLUÇÃO


Quando a Revolução chegou, lembro-me bem, morríamos como moscas borrifadas por inseticida sob a Ditadura. E ela foi apoiada com força como um remédio milagroso surgido para pôr termo à cólera que meus pais diziam ter sido o maior flagelo do país na época de minha infância. Com a Revolução, o povo deixou de temer a morte; Como a morte era certa de qualquer maneira, por que não na luta? E então a mortandade foi ainda maior com o recrudescimento das hostilidades. Mas então estávamos incrivelmente felizes. Lembro-me do rastilho vibrante que correu a cidade de boca em boca, gerando ainda mais determinação na luta: os mortos não têm mais aquela cara de dor torturante, não têm mais o semblante desolado dos que não veem salvação. Era assim que diziam as pessoas alvoroçadas em todas as esquinas, no porto, no feio e pobre casario dos arrabaldes, nos salões luminosos dos hotéis de luxo. Lutavam e cantavam felizes. Fora porque a vida ganhava sentido, o futuro voltava a depender exclusivamente de nossa ação. A Revolução gestara tão poderoso milagre que mudara até a face da morte, pois os que morriam tinham-na descansada, um leve sorriso distendendo seus músculos.

Foi um tempo de apertos que pensávamos superado definitivamente, pois após a guerra as cidades reconstruídas ganharam vitalidade, as indústrias e o campo voltaram a produzir, as casas voltaram a encher-se de vida e música. As crianças substituíram o matraquear das armas automáticas pela alacridade de suas algazarras domingueiras. As pessoas unidas desejavam lembrar o passado apenas o suficiente para não esquecer a memória dos heróis.

Por algum tempo houve consenso e de mãos dadas buscamos a felicidade. Ou porque nada é eterno, ou a perfeição humana é apenas uma quimera, a desventura voltou a rondar o país como ave de mau agouro. Os anos foram dilapidando os fortes alicerces revolucionários como a velhice desfigura as pessoas. Tão lentamente que a maioria do povo não se apercebeu das mudanças. E continuou mourejando de sol a sol como sempre fez. Quando a palavra Ditadura foi ressuscitada, após quinze anos proscrita, nem eu quis aceitar. Aquele homem levado pela milícia, arrastando os sapatos na imperfeição do calçamento de pedra, era apenas um contrarrevolucionário. Assim também entenderam as pessoas que viraram os rostos na rua a procura dos gritos e da algazarra que denunciavam a cena. Nunca esqueci aquilo. Não só por evocar o passado, mas pelo fato de se tornar corriqueiro daí em diante. Tanto mal me fez que em casa passei a desconfiar de mim mesmo e sei que muitas outras pessoas agiram igualmente. Outras ainda fizeram pior: delataram vizinhos e amigos por insignificâncias. Olhava-me no espelho do banheiro à procura do menor sinal que denunciasse ideias hostis ao governo. O que via era apenas o meu rosto murchando, sulcando-se apressadamente de rugas, ganhando contornos que se pareciam com os de meu pai sob a Ditadura na década de 1950.

Fremi de medo. Recuávamos no tempo? E se recuávamos, por que meu rosto não rejuvenescia?

Entendi que emergia da alma nacional uma insatisfação contra algo que não era novo, já experimentado e recusado. Nas ruas, a milícia continuava o seu trabalho de arrastar homens para as masmorras ou jogá-los dentro de carros numa viagem sem itinerário. As ausências nos lares não tinham explicação. O choro dos filhos, das mulheres, das mães era um termômetro do retrocesso.

O nosso Messias, o grande líder, passou a ser desrespeitado na rua. Não que ele andasse por aí, a cara à mostra mesmo com guarda-costas, sendo desacatado, xingado, coberto de impropérios e tomates podres pelos descontentes. Nada disso. No primeiro protesto ele recebeu furtivamente bigodes nos out-doors que celebravam as conquistas e o aniversário da Revolução, à semelhança do Ditador que ele depusera, e o mesmo epíteto em grafite negro: Ditador! Vi isso na ida ao trabalho bem cedo no grande parque colonial. Diante do out-door pregado ao gradil, o povo aglomerava-se. Conferia incrédulo se aquilo era mesmo o velho ou o novo ditador tamanho a semelhança; se aquilo era real ou sonho. Duvidava, como eu mesmo duvidei naquele momento, se a Revolução acontecera ou se tudo não passara de um delírio da soalheira tropical. Mas num piscar de olhos, como se de olhos bem abertos estivesse a vigiar todos os nossos movimentos, a polícia chegou batendo em todo mundo e acabando o charivari. A solução inesperada para fazer sumir imediatamente dali a imagem vilipendiada do Messias não foi outra senão destruí-la. Ainda que de longe, quando o out-door foi ao chão, o povo aplaudiu calorosamente como se depusesse o novo Ditador.

Foi por essa época que tirei definitivamente a venda dos olhos. E tudo pareceu tão diferente. Com tristeza pude ver que a cara do povo não guardava mais qualquer traço dos dias revolucionários. Era uma cara abatida, sombria, olhos fundos de fome e miséria; rugas profundas marcavam os rostos cansados como se o látego do Ditador os ferisse diariamente por qualquer contestação. Até o país cheirava a morte e abandono. Os prédios, entregues à desídia da Revolução, caíam aos pedaços. As cornijas de portas e janelas despregavam-se em blocos. As pinturas antigas se pareciam com as da época do primeiro Ditador. Os carros eram os mesmos de meio século atrás, mais velhos pelo uso e a falta de manutenção. Andar naquelas ruas, entrar naqueles carros, era recuar no tempo. Como pudera por tanto tempo não ver o que me alarmava os olhos agora? Como pudera andar pelas ruas, conversar no trabalho e nos parques da cidade aos domingos alheio à realidade?

Será que alguma vez quisera romper os liames do pesadelo, tocar a pessoa ao lado para ouvir a sua opinião? Será que o tétrico diálogo foi mais ou menos assim após minha admoestação:

— Não vê que tudo isso é um sonho de morto?

— E somos mortos? — perguntei.

— Sim, morremos no combate ao desembarque americano da Baía, não percebeu ainda?

— Não pode ser, comemorei aniversários da vitória na Praça da Revolução.

— Estivemos lá sim, ou melhor, os nossos fantasmas.

— E não podemos fazer nada? — aniquilei-me.

Desolado, o outro sacudiu a cabeça negativamente.

Ainda insatisfeito, voltei ao assunto, querendo maiores detalhes:

— E o Ditador, que ninguém vê há tempos. O povo só o vê em retratos pela cidade, tão novo como nos tempos revolucionários, que logo são cobertos de porcarias e palavras de ordem. Será que só nós, o povo, envelhecemos?

— Igual a nós, também ele já morreu.

— Morreu?

— Sim, está morto. E faz tempo. E levou consigo a Revolução.

— E como se resolve isso? — excitei-me.

Ele percebeu meu estado e me repreendeu.

— Calma, os mortos não se podem excitar. Temos que ser pacientes e esperar. A eternidade é a medida de nossa paciência. Somos para o todo e sempre testemunhas dos acontecimentos. Só isso!

Após ver que me acalmara, ele voltou ao assunto:

— O caso do Ditador é mais simples do que parece. Quando o povo perceber que ele não mais aparece em locais públicos, que o Palácio é inacessível, que só os porta-vozes falam por ele, porque ele morreu, vai providenciar rápido o seu enterro e o seu esquecimento.



 
jjLeandro

sábado, 24 de abril de 2010

DIA MUNDIAL DO LIVRO

                                            Estudante fazendo a leitura de A MORTE NO BORDADO

Eu, Paula Zerbini (Diretora do CCB) e Zequinha Decolores

Com a professora de Português e alunos que fizeram trabalho sobre a minha obra

A galera na biblioteca

Pausa para um clique

Conversando com Joyce. Ela lê 12 livos por ano (muito acima da média nacional)

Entrevista

Ontem, 23, foi comemorado o Dia Mundial do Livro.

O CENTRO DE ENSINO MÉDIO CASTELO BRANCO - CCB - convidou membros da Academia de Letras de Araguaina e Norte Tocantinense para uma conversa com os alunos sobre este antigo meio de comunicação de massa que tem ajudado o homem a transmitir às gerações futuras sua história e sua cultura.


Estivemos lá, na biblioteca do CCB, eu, jjLeandro, e Zequinha Decolores. Foi um papo agradável para uma garotada atenciosa.

Houve até entrevista para a afiliada da Rede Globo local - Tv Anhanguera.

jjLeandro

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

QUADRADOS E RETÂNGULOS


Quadrados e Retângulos é o nome desta tela, que num momento de devaneio plástico, eu fiz. Só agora resolvi mostrá-la aqui.
Noutra oportunidade eu mostro mais outras.


jjLeandro

domingo, 22 de abril de 2007

UMA HOMENAGEM ÀS MÃES

Mãe de Ternura (http://baixaki.ig.com.br/imagens/wpapers/BXK9360_mae-da-tenura800.jpg - Direitos Reservados)


UMA CRÔNICA DE jjLeandro


Dia das mães

Uma data realmente para comemorar, afinal mãe é única. E é insubstituível. Para os filhos não adianta o pai tentar outra quando a original morre ou o casal se separa. Eles sabem com qual alcunha a postiça será tratada: madrasta. Um substantivo feminino estigmatizado de tal forma na relação familiar que foi alçado à condição de adjetivo pejorativo: má, cruel. No dicionário, somente nos antônimos há um refresco, porque - como nos espelhos - há uma inversão: bondosa.
Mas vamos aqui falar apenas da mãe real, seja ela biológica ou adotiva - a que fez do amor incondicional sua maternidade -, afinal todos nós temos ou já tivemos uma. Até a madrasta. Além desta, uma outra e muitas vezes injustiçada tem ou já teve e também é mãe: a sogra. Sim, sogra também é mãe. Se pelos genros e noras ela é tão vilipendiada - todas pagam pela má fama -, para os netos ela é mãe duas vezes. E a aura que reveste as vovós é extremamente positiva. As vovozinhas são sempre doces, acolhedoras, gentis. São a bonomia em pessoa. Pode no círculo familiar alguém ter dupla personalidade como nos filmes de ficção científica, uma hora boa, outra hora má? Ou isso é apenas implicância de genros e noras? As noras nunca devem esquecer que também elas um dia deverão ter a honra de serem sogras. Mas deixo essa polêmica para os psicólogos de plantão.
Quisera eu, como sei que milhares de pessoas também quereriam, ter ainda a minha mãe. Ela já faleceu. Quando a temos por quase toda a nossa vida, não importa a nossa idade, seremos sempre crianças. A atenção e o amor de mãe não nos permitem nunca atingir a fase adulta. É que mãe só sabe ser carinhosa. Até quando nos repreende ou castiga quer o nosso bem. É um alerta a nos desviar do perigo e a mostrar o caminho certo que a experiência e o amor de sua mãe lhe ensinaram.
Mãe, além de mãe, é o anjo da guarda dos filhos. E sendo assim, mãe nunca morre. As que já se foram estão em outro plano cuidando de nossa segurança. Quando em casos de extremo perigo dizemos: “Escapei porque meu anjo da guarda estava de plantão”, é certo que foi pela interferência da mãe alçada à condição desta entidade. Mas aí surge um problema: quem ainda tem a mãe viva, qual é o seu anjo da guarda? Uma ancestral materna que cuida dela e dos filhos.
O amor materno nos protege sempre. Mas mãe, bem sei, nunca se queixa; se reclamasse, tentaria saber as razões de algumas injustiças. Por que dizemos, quando queremos magoar alguém: “Filho de uma puta”? Ainda que realmente seja, puta é uma mãe como qualquer outra. A condição social ou moral de uma mulher não a desqualifica como mãe.
Acho que mãe devia ser venerada por decreto federal. E aí, quem desmerecesse a sua ou a de outrem pagaria uma pena. Talvez assim os árbitros de futebol fossem os primeiros beneficiados e suas mães pudessem ir aos estádios verem a atuação de seus filhos, vibrando de emoção mesmo que ouvissem em algum momento a torcida dizer, quando não concordasse com a arbitragem: “Filho de uma mãe!” Isso não é pejorativo. Até quem grita essa sentença é também filho de uma mãe. Todos nós somos, com muito prazer.



Postado por jjLeandro - 10/05/2007 - 22h20min


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Flores- Fotos de Osvaldo Barreto


Às mães, flores. De todos os tipos, de todos os cheiros, de todas as cores. Para as mães, carinho. Que seja um afago, que seja um mimo. Mas que seja sincero e com muito ardor, afinal nos deram a vida, por amor.


postado por jjLeandro, terça-feira, 8 de maio, 22h10min


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Mãe...e mães

Mãe nunca é perfeita
É esquerda é direita
A mãe só tem coração
(Mas há as desumanas, essas sem alma
Que esqueceram a essência
Do motivo desse gerar
De caráter poder moldar)
Mãe é flor é riso
Ela mora em muitas casas mas sempre é a mesma
Tem vários rostos
Tem várias bandeiras
No fundo mãe é sempre mãe
É aquele pedacinho que é nosso
É a sombra onde me encosto
Mãe...é a única mão aqui
Que nos entende
Que nos ama sem precedentes
Que quando se vai
Muita falta faz.
Mãe...nem sempre a compreendemos

As lombadas que percorremos
Somos sempre seus bebês
Aos teus olhos pra sempre
Na vida o maior presente
És tu no meu ser.

Rafaela Silva Santos

Postado por jjLeandro em 2/5 - 19h13min

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UMA POESIA DE MARCOS ANDRÉ CARVALHO LINS









Marcos (Foto)



mãe

Filhos nascem todos os dias,
Mães florescem no sempre mas nunca são acolhidas como merecem
Por quê?
Colhe-se a flor, pétala por pétala
Mas as mãos (imperfeitas) não podem acolher a luz,
Assim como os olhos(limitados) não podem enxergar as mães como são
Pois, apenas o que é infinitamente belo pode gerar vida...
E o sonho dos seres é acolher as mães tal qual os olhares captam as nuanças luminosas...
Impossível!
Antes da luz, antes mesmo das trevas, a mulher já era mãe!


Postado por jjLeandro em 28/04 às 09h21min




Veneza de Brasileiros



Paulo Silva (foto)
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UMA POESIA DE PAULO SILVA
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O QUE É SER MÃE


Mãe tu és a luz do meu viver
Tu és a felicidade no mundo
Tu és o amor mais profundo
Tu és luz ao anoitecer
Foste tu que deste o ser
A tantas alminhas na terra
O teu coração encerra
Tanto amor tanta ternura
Tu és a alma mais pura
És minha vida, meu bem-querer

Só tu deixas de comer
Para dares aos teus filhinhos
Enchendo-os de muitos carinhos
Podes-te deixar morrer
Tu nunca deixas de ser
A mulher mais caridosa
És linda como uma rosa
Tu és tudo o que há de bom
Só tu mãe tens o bom dom
De a todos enternecer

Tu nasceste para sofrer
Por todas as tuas crias
Não conheci nos meus dias
Coisa melhor
Podes querer
Ser mãe é, amar e sofrer
Cantinho do Poeta
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Postado por jjLeandro em 23/04 às 18h45m

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Mãe com seus filhos - William-Adolphe Bouguereau
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DE HOJE ATÉ O DIA DAS MÃES FAREI AQUI NESTE ESPAÇO UMA JUSTA HOMENAGEM. E SE VOCÊ INTERNAUTA QUE É APENAS LEITOR OU BLOGUEIRO, ESCRITOR, PINTOR, CARTUNISTA, DESENHISTA OU FOTÓGRAFO TEM UM TRABALHO SEU HOMENAGEANDO AS MÃES E DESEJA PARTILHAR CONOSCO DESSA ALEGRIA, ENVIE SEU TRABALHO PARA O EMAIL jjleandro60@hotmail.com QUE ELE SERÁ POSTADO AQUI.
MAS NÃO ESQUEÇA: O ESPAÇO DEVERÁ SER UTILIZADO APENAS PARA DIVULGAÇÃO DE SUA ARTE. NÃO NOS ENVIE TRABALHO DE AUTORES CONSAGRADOS E BASTANTE CONHECIDOS. QUEREMOS DIVULGAR VOCÊ E SUA ARTE.

VAMOS LÁ? MÃOS À OBRA!!












Abro a série com uma poesia minha





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Mãe





Mulher maiúscula





acalenta





os dois filhos vogais





com o cobertor do til.





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