quarta-feira, 30 de julho de 2008

BABAÇULÂNDIA ENCERRA PRAIA COM PASSEIO ECOLÓGICO E RALI

Motos no rali na Praia do Coco (Foto: Divulgação)

Jipes no Passeio Ecológico - (Foto: Divulgação)



O 6º Passeio Ecológico de Jipe e Moto e o X Rali de Areia são os dois eventos que encerram neste final de semana a temporada oficial da Praia do Coco em Babaçulândia. A realização está a cargo da Secretaria de Infra-estrutura e Turismo do município.




No dia 2 de agosto, como preliminar do Passeio Ecológico, motociclistas inscritos para a prova até pouco antes da largada, participam na Praia do Coco de uma disputa num circuito de areia oval de 800 m com cinco voltas.




A prova é aberta a motos nacionais e importadas e a pilotos de qualquer cidade. A taxa de inscrição é de 20 reais.
Haverá premiação do primeiro ao quinto lugar. Em 2007, 18 motos nacionais e importadas se inscreveram para a prova.

Conscientização

O Passeio Ecológico, que acontece no domingo, 3, a partir de 8 h, é o evento mais esperado, pois envolve um maior número de participantes no roteiro que sai de Babaçulândia por estradas vicinais, passa por Carolina (MA), voltando à cidade pela Praia do Coco.




No ato da inscrição de 25 reais, que pode ser feita até dia 2, na prefeitura municipal, o participante recebe uma camiseta e o direito ao churrasco de confraternização na cidade maranhense. A chegada na Praia do Coco está prevista para as 14 h.




Segundo Cleiton Parreira, secretário de Infra-estrutura e Turismo, o 6º Passeio Ecológico não tem premiação nem disputa, visto ser um evento que visa “elevar a consciência nos participantes para a preservação da natureza”. Também não há reclamação ou desânimo com a dificuldade do tráfego em estradas de terra. Tudo é animação. Parreira revela que a expectativa é animadora, pois “a cada ano é maior a participação e cresce o trabalho de conscientização desenvolvido no trajeto”.




Este ano, 40 cestas básicas serão distribuídas aos moradores da região em várias paradas programadas do passeio.
Em 2007, 12 jipes e 40 motos inscritos concluíram o percurso de cerca de 86 km. Todos os inscritos receberão troféus de participação.






jjLeandro

sábado, 26 de julho de 2008

AS MULHERES FANTASMAS E O MENDIGO

As mulheres
Que passam por mim
Acariciando-me
Ao sol longo da tarde
Na rua cheia de gente
Não são
De carne e osso:
A sombra são.



jjLeandro

segunda-feira, 23 de junho de 2008

AMOR ABORTADO

Era já
Pra ser passado.
Mas sequer
Se fez presente.
O que sonhei
Ser meu futuro
Acabou tão
De repente.


jjLeandro

terça-feira, 17 de junho de 2008

UMA CIDADE PACATA, UM POVO HOSPITALEIRO

Essa é a tônica de pequenas vilas brasileiras isoladas no sertão. Babaçulândia conservou essa marca até a virada do segundo milênio. Já fora uma cidade em ebulição no auge da exploração babaçueira nas décadas de 1940 e 1950 com barcos a motor diesel singrando as águas do rio Tocantins rumo a Belém com amêndoas do coco e fibras de malva; as tripulações imprecando no porto pelo cansaço e a viagem que sabiam demorada e perigosa; os estivadores, por sua vez, mourejando ao sol na carga e descarga de toneladas de preciosas mercadorias.

Mas o avanço tecnológico das indústrias alimentar e cosmética remeteram-na de volta ao passado. O babaçu perdia o status de comodite. É isso mesmo: ‘sorte de uns, azar de outros’. É a gangorra da vida. Até mesmo da vida das cidades. Uma amargura que durou ao menos 35 anos.

Quando a rodovia que liga Araguaína a Babaçulândia foi asfaltada a partir de 2000, viu crescerem as chances de romper uma vez mais esse véu. Era uma outra oportunidade. E isso de fato aconteceu. Tornou-se um pólo turístico com grande fluxo de pessoas às praias do rio Tocantins no mês de julho.

Os dormentes da Ferrovia Norte-Sul, paradoxalmente, resgataram-na da letargia de décadas, abrindo horizontes de progresso sócio-econômico. A usina da UHE-Estreito, em funcionamento a partir de 2010, vai injetar mais ânimo no setor turístico.

A despeito de tudo isso, Babaçulândia sempre conservará nuances do passado original. Não deixará de ter à margem do Tocantins o pescador tratando o peixe que pescou cedo para comer à noite, como faziam seu pai e seu avô; ali no cais do porto estarão as mulheres lavando roupas em pleno meio-dia numa conversa animada. Mais além, o homem simples vai carpir o quintal, levar a mão à testa para enxugar o suor enquanto o amigo passa a cavalo levando a ração para os porcos na quinta.

O rio Tocantins, lerdo como há séculos, se comprazerá com a cena – cada vez que vê-la -, percebendo que nunca será um estranho no meio, seja qual for o nível de progresso alcançado pela cidade.


Lavadeiras ao meio-dia no porto


Babaçulândia, o rio e as serras - foto: jjLeandro

Pescador descama piabanhas - foto: jjLeandro


Mata de babaçu no vale - foto: Ulisses Holanda


Mais morros - foto: jjLeandro


Horizonte irregular - foto: jjLeandro

As serras fecham o horizonte - foto: jjLeandro

A curva do rio perto da cidade - foto: jjLeandro


Cachoeira do Jenipapo - foto: Ulisses Holanda


Agitação musical na Praia do Coco - foto: Divulgação


Barcos a espera de passageiros - foto: jjLleandro


O rio Tocantins também tem escamas - foto: jjLeandro


Serras envolvem a cidade - foto: jjLeandro


Trem da ferrovia faz a sua estréia - foto: Valec



jjLeandro

domingo, 15 de junho de 2008

VERSO E PROSA

Quando buscam
Identificar-me
Diante do espelho
- sou outro, confesso –
Em vez de prosa
Sou verso.

Mas longe dele
É quando me revelo
Sem necessidade de glosa.
Então nunca sou verso,
Sou prosa.


jjLeandro

domingo, 8 de junho de 2008

A MAIOR CAVALGADA DO MUNDO

Araguaína realizou domingo, 8, a maior Cavalgada do mundo - a de número XX. Nada a procura de recorde no Guiness Book. É uma confraternização que há duas décadas reúne o agronegócio da região num evento que tem cor, alegria e participação popular.

O recorde de participação de animais é de mais de 3 mil, com cerca de 25 a 30 mil espectadores nas ruas num percurso de mais de 5 km do bairro Entroncamento até o Parque de Exposição Agropecuária no centro da cidade.

Tradicionalmente, a Cavalgada abre a exposição agropecuária, aqui chamada de Expoara que tem a duração de 10 dias.

(CLIQUE NA FOTO PARA VÊ-LA MAIOR)

Avenida Cônego João Lima antes do início da Cavalgada (Muitos espectadores já estão presentes)
Outro ângulo do ponto de concentração da Cavalgada antes do início da festa (saída para Belém -PA)

Bandeiras do Sindicato Rural (organizador da festa), Município, Estado e Brasil

Exibição de tropa de fazenda durante o evento

Bandeira de Araguaína levada por uma jovem

Animais ajaezados são uma constante

População assiste à maior Cavalgada do mundo

Participantes e espectadores se misturam

Porta-estandarte de comitiva

A avenida Cônego João Lima completamente tomada pela Cavalgada

Cada comitiva tem sua cor

Ruas tomadas por participantes e espectadores

Muitos bois na Cavalgada


Mula ajaezada

Porta-estandarte de Comitiva (equipe de cada fazenda participante)

Carroça com crianças

Bois mansos também presentes

Veículos inusitados na Cavalgada

Animais bem ajaezados

Até helicóptero na cavalgada
A mão no chapéu não é um ritual, é por causa do vento forte nessa época do ano
Tocando o berrante
.
Fotos de jjLeandro

sexta-feira, 23 de maio de 2008

QUALQUER COISA NO PAPEL


.
As letras no papel
Uma a uma
Em composição
Como o trem
Na linha.

Vertidas como lágrimas
De despedida.
Um aceno da janela
Na partida.

As letras no papel
Divertidas
Como uma gargalhada
De piada incontida.

Mas também
Confusas no bilhete suicida
De quem perdeu de vez
O trem da vida.



jjLeandro